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Veja a seguir algumas descrições técnicas do Chevette e suas versões.

Direção

Suspensão

Motorização

Transmissão


Direção

A direção era precisa. Era capaz de esterçar mais do que a de qualquer outro carro, o que favorecia as manobras em espaços restritos.

Fixa técnica
Tipo Mecânica, pinhão e cremalheira.
Câmber -0°15' a +1°15'
Cáster 3° a 4°30'
Convergência 2,5 mm a 4,5 mm ou 0°25' a 0°45'

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Suspensão

Dianteira - Independente com braço triangular superior, braço simples inferior, barra estabilizadora a partir de 1983, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos.

Traseira - Eixo rígido, braços tensores longitudinais, barra transversal Panhard, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos.
A suspensão era bem calibrada e não sofreu grandes modificações ao longo do tempo.
O carro era estável, difícil de desgarrar, mas o eixo rígido traseiro sacolejava em curvas com piso irregular, transmitindo falsa sensação de insegurança.


Eixo traseiro: diferencial, eixo rígido e barra Panhard.

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Motorização

O Chevette foi lançado com um motor 1.4 a gasolina que foi o primeiro montado no Brasil a ter comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada. Em 1980 ele recebeu uma versão a álcool, com ignição eletrônica de série (opcional no modelo a gasolina a partir de 82).



Ficha técnica do motor 1.4 a gasolina:
Características básicas:    Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado a água, duas válvulas por cilindro, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:  82 x 66,2 mm
Cilindrada:  1398 cm³
Ordem de ignição  1-3-4-2
Taxa de Compressão:  7,8:1
Potência máxima:  65 cv SAE* a 5800 rpm
Torque máximo:  10,3 mkgf SAE a 3000 rpm
Alimentação:  Carburador simples de fluxo descendente.

Ficha técnica do motor 1.4 a álcool:
Características básicas:    Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, quatro tempos,  refrigerado a água, duas válvulas por cilindro, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:  82 x 66,2 mm
Cilindrada:  1398 cm³
Ordem de ignição  1-3-4-2
Taxa de Compressão:  10,5:1
Potência máxima:  69 cv SAE* a 5800 rpm
Torque máximo:  10,4 mkgf SAE a 3000 rpm
Alimentação:  Carburador de corpo duplo.

Em 1980 foi lançado o motor 1.6 a gasolina como opcional para as versões hatch e Marajó, extendendo-se essa opção para toda a linha em 82. Em 83 o motor 1.6 recebeu a opção do álcool e passou a ser standart, o 1.4 nesse ano deixou de estar disponível no mercado brasileiro, sendo produzido apenas para unidades destinadas à exportação. Este motor usou carburador de corpo duplo até 83, a partir de 84 passou a usar carburador simples, que persistiu até 87, quando o motor passou por uma reformulação.

Ficha técnica do motor 1.6 a gasolina:
Características básicas:    Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado a água, duas válvulas por cilindro, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:  82 x 75,7 mm
Cilindrada:  1599 cm³
Ordem de ignição  1-3-4-2
Taxa de Compressão:  7,8:1
Potência máxima:  76 cv SAE* a 5800 rpm
Torque máximo:  10,8 mkgf SAE a 3600 rpm
Alimentação:  Carburador duplo entre 80 e 83 e carburador simples de fluxo descendente de 84 a 87.

Em 1987 o motor 1.6 passou por uma reformulação que incluiu a redução do peso dos pistões em 92g e das bielas em 83 g; um novo carburador de corpo duplo com o segundo estágio acionado somente em altas rotações (diferentemente daqueles de 80 a 83); e um novo desenho para o coletor de admissão, o que reduziu a perda de carga dos gases de alimentação. Então ele passou a ser denominado 1.6/S.


Ficha técnica do motor 1.6/S a álcool:

Características básicas:    Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado a água, duas válvulas por cilindro, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:  82 x 75,7 mm
Cilindrada:  1599 cm³
Ordem de ignição  1-3-4-2
Taxa de Compressão:  12:1
Potência máxima:  82 cv ABNT a 5200 rpm
Torque máximo:  12,8 mkgf ABNT a 3200 rpm
Alimentação:  Carburador de corpo duplo com o segundo estágio acionado somente em altas rotações.

Ficha técnica do motor 1.6/S a gasolina:
Características básicas:    Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado a água, duas válvulas por cilindro, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:  82 x 75,7 mm
Cilindrada:  1599 cm³
Ordem de ignição  1-3-4-2
Taxa de Compressão:  8,5:1
Potência máxima:  73 cv ABNT a 5200 rpm
Torque máximo:  12,6 mkgf ABNT a 3200 rpm
Alimentação:  Carburador de corpo duplo com o segundo estágio acionado somente em altas rotações.

Em 1992 a GM lançou o Chevette Junior, impressionada com o inesperado sucesso do Uno Mille. Para aproveitar os incentivos fiscais oferecidos na época para veículos com cilindrada menor que 1000 cm3 , o conhecido motor passou a contar com uma versão de diâmetro e curso dos cilindros menores, resultando na redução da capacidade cúbica. Por razões de mercado a nova versão foi descontinuada cerca de um ano depois.

Ficha técnica do motor 1.0 a gasolina:
Características básicas:    Dianteiro, longitudinal, quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado a água, duas válvulas por cilindro, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:  76x55 mm
Cilindrada:  998 cm³
Ordem de ignição  1-3-4-2
Taxa de Compressão:  8,5:1
Potência máxima:  50 cv ABNT a 6000 rpm
Torque máximo:  7,2 mkgf ABNT a 3500 rpm
Alimentação:  Carburador de corpo simples.

* Observação: A potência dos motores mais antigos está especificada de acordo com medições que seguiram as normas da SAE (que consideram a potência bruta), enquanto a dos mais novos está especificada de acordo com as normas da ABNT (que consideram a potência líquida). Em média o valor numérico da potência segundo as normas da ABNT fica entre 25 e 30% menor que o valor da medição SAE.

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Transmissão

Motor longitudinal com tração traseira transmitida por cardã.

Fixa Técnica
Câmbio mecânico de 4 marchas 1ª) 3,746:1; 2ª) 2,157:1; 3ª) 1,378:1; 4ª) 1,000:1; Ré) 3,815:1; Diferencial) 4,100:1.
Câmbio mecânico de 5 marchas (1.6) 1ª) 3,746:1; 2ª) 2,157:1; 3ª) 1,378:1; 4ª) 1,000:1; 5ª) 0,840:1; Ré) 3,815:1; Diferencial) 4,110:1 (Chevy 500), 3,900:1 (restante da linha).
Câmbio mecânico de 5 marchas (1.0) 1ª) 4,280:1; 2ª) 2,310:1; 3ª) 1,480:1; 4ª) 1,000:1; 5ª) 0,900:1; Ré) 3,815:1; Diferencial) 4,880:1.
Câmbio automático de 3 marchas 1ª) 2,400:1 ; 2ª) 1,480:1 ; 3ª) 1,000:1 ; Ré) 1,920:1 ; Diferencial) 3,900:1 (Chevy 500), 3,540:1 (restante da linha).

No princípio somente o câmbio de 4 marchas era disponível, mas a chegada do motor 1.6 fez surgir a necessidade por uma quinta marcha, que o motor "pedia".
Em 83 o câmbio de 5 marchas passou a ser de série. Os engates eram precisos e macios, mas a distância entre as posições da alavanca prejudicavam as trocas rápidas. As relações eram adequadas, somente a 3ª era um pouco longa, fazendo com que o motor demorasse para "encher".
O câmbio do Junior tinha relações mais curtas das três primeiras marchas e do diferencial, para compensar o menor torque do motor. Isso era claramente demonstrado pelo ruído característico do motor, que denunciava a sua operação sempre em rotações altas.
Entre 85 e 90 houve a opção do câmbio automático, com pequena aceitação pelo mercado.
A tração era traseira. Se por um lado o motor longitudinal e o cardã roubavam espaço, por outro a tração traseira proporcionava maior estabilidade e controle nas curvas, e a própria presença do túnel do cardã (que na estrada costumava aquecer) dava um toque de esportividade: ponto para o prazer em dirigir em detrimento da racionalidade.
A tração traseira era ainda uma vantagem para a Chevy 500, pois permite maior eficiência quando carregada, sobretudo em terrenos difíceis. Tanto que a tração traseira é uma unanimidade entre as caminhonetes de maior porte.

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