Dianteira - Independente com braço triangular superior, braço
simples inferior, barra estabilizadora a partir de 1983, molas
helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos.
Traseira - Eixo rígido, braços tensores longitudinais, barra
transversal Panhard, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos
telescópicos.
A suspensão era bem calibrada e não sofreu grandes modificações
ao longo do tempo.
O carro era estável, difícil de desgarrar, mas o eixo rígido
traseiro sacolejava em curvas com piso irregular, transmitindo
falsa sensação de insegurança.
Eixo traseiro: diferencial, eixo rígido e barra Panhard.
O Chevette foi lançado com um motor 1.4 a gasolina que foi
o primeiro montado no Brasil a ter comando de válvulas no
cabeçote acionado por correia dentada. Em 1980 ele recebeu
uma versão a álcool, com ignição eletrônica de série (opcional
no modelo a gasolina a partir de 82).
Ficha técnica
do motor 1.4 a gasolina:
Características básicas:
Dianteiro, longitudinal,
quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado
a água, duas válvulas por cilindro, comando
de válvulas simples no cabeçote acionado por
correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:
82 x 66,2 mm
Cilindrada:
1398 cm³
Ordem de ignição
1-3-4-2
Taxa de Compressão:
7,8:1
Potência máxima:
65 cv SAE* a 5800 rpm
Torque máximo:
10,3 mkgf SAE
a 3000 rpm
Alimentação:
Carburador simples de fluxo
descendente.
Ficha técnica
do motor 1.4 a álcool:
Características básicas:
Dianteiro, longitudinal,
quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado
a água, duas válvulas por cilindro, comando
de válvulas simples no cabeçote acionado
por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:
82 x 66,2 mm
Cilindrada:
1398 cm³
Ordem de ignição
1-3-4-2
Taxa de Compressão:
10,5:1
Potência máxima:
69 cv SAE* a 5800 rpm
Torque máximo:
10,4 mkgf SAE a 3000 rpm
Alimentação:
Carburador de corpo duplo.
Em 1980 foi lançado o motor 1.6 a gasolina como opcional para
as versões hatch e Marajó, extendendo-se essa opção para toda
a linha em 82. Em 83 o motor 1.6 recebeu a opção do álcool
e passou a ser standart, o 1.4 nesse ano deixou de estar disponível
no mercado brasileiro, sendo produzido apenas para unidades
destinadas à exportação. Este motor usou carburador de corpo
duplo até 83, a partir de 84 passou a usar carburador simples,
que persistiu até 87, quando o motor passou por uma reformulação.
Ficha técnica
do motor 1.6 a gasolina:
Características básicas:
Dianteiro, longitudinal,
quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado
a água, duas válvulas por cilindro, comando
de válvulas simples no cabeçote acionado
por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:
82 x 75,7 mm
Cilindrada:
1599 cm³
Ordem de ignição
1-3-4-2
Taxa de Compressão:
7,8:1
Potência máxima:
76 cv SAE* a 5800 rpm
Torque máximo:
10,8 mkgf SAE a 3600 rpm
Alimentação:
Carburador duplo entre 80
e 83 e carburador simples de fluxo descendente
de 84 a 87.
Em 1987 o motor 1.6 passou por uma reformulação que incluiu
a redução do peso dos pistões em 92g e das bielas em 83 g;
um novo carburador de corpo duplo com o segundo estágio acionado
somente em altas rotações (diferentemente daqueles de 80 a
83); e um novo desenho para o coletor de admissão, o que reduziu
a perda de carga dos gases de alimentação. Então ele passou
a ser denominado 1.6/S.
Ficha técnica do
motor 1.6/S a álcool:
Características básicas:
Dianteiro, longitudinal,
quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado
a água, duas válvulas por cilindro, comando
de válvulas simples no cabeçote acionado
por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:
82 x 75,7 mm
Cilindrada:
1599 cm³
Ordem de ignição
1-3-4-2
Taxa de Compressão:
12:1
Potência máxima:
82 cv ABNT a 5200 rpm
Torque máximo:
12,8 mkgf ABNT a 3200 rpm
Alimentação:
Carburador de corpo duplo
com o segundo estágio acionado somente em altas
rotações.
Ficha técnica
do motor 1.6/S a gasolina:
Características básicas:
Dianteiro, longitudinal,
quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado
a água, duas válvulas por cilindro, comando
de válvulas simples no cabeçote acionado
por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:
82 x 75,7 mm
Cilindrada:
1599 cm³
Ordem de ignição
1-3-4-2
Taxa de Compressão:
8,5:1
Potência máxima:
73 cv ABNT a 5200 rpm
Torque máximo:
12,6 mkgf ABNT a 3200 rpm
Alimentação:
Carburador de corpo duplo
com o segundo estágio acionado somente em altas
rotações.
Em 1992 a GM lançou o Chevette Junior, impressionada com o
inesperado sucesso do Uno Mille. Para aproveitar os incentivos
fiscais oferecidos na época para veículos com cilindrada menor
que 1000 cm3 , o conhecido motor passou a contar com uma versão
de diâmetro e curso dos cilindros menores, resultando na redução
da capacidade cúbica. Por razões de mercado a nova versão
foi descontinuada cerca de um ano depois.
Ficha técnica
do motor 1.0 a gasolina:
Características básicas:
Dianteiro, longitudinal,
quatro cilindros em linha, quatro tempos, refrigerado a
água, duas válvulas por cilindro, comando de
válvulas simples no cabeçote acionado
por correia dentada.
Diâmetro e curso dos cilindros:
76x55 mm
Cilindrada:
998 cm³
Ordem de ignição
1-3-4-2
Taxa de Compressão:
8,5:1
Potência máxima:
50 cv ABNT a 6000 rpm
Torque máximo:
7,2 mkgf ABNT a 3500 rpm
Alimentação:
Carburador de corpo simples.
* Observação: A potência dos motores mais antigos está especificada
de acordo com medições que seguiram as normas da SAE (que
consideram a potência bruta), enquanto a dos mais novos está
especificada de acordo com as normas da ABNT (que consideram
a potência líquida). Em média o valor numérico da potência
segundo as normas da ABNT fica entre 25 e 30% menor que o
valor da medição SAE.
No princípio somente o câmbio de 4 marchas era disponível,
mas a chegada do motor 1.6 fez surgir a necessidade por uma
quinta marcha, que o motor "pedia".
Em 83 o câmbio de 5 marchas passou a ser de série. Os engates
eram precisos e macios, mas a distância entre as posições
da alavanca prejudicavam as trocas rápidas. As relações eram
adequadas, somente a 3ª era um pouco longa, fazendo com que
o motor demorasse para "encher".
O câmbio do Junior tinha relações mais curtas das três primeiras
marchas e do diferencial, para compensar o menor torque do
motor. Isso era claramente demonstrado pelo ruído característico
do motor, que denunciava a sua operação sempre em rotações
altas.
Entre 85 e 90 houve a opção do câmbio automático, com pequena
aceitação pelo mercado.
A tração era traseira. Se por um lado o motor longitudinal
e o cardã roubavam espaço, por outro a tração traseira proporcionava
maior estabilidade e controle nas curvas, e a própria presença
do túnel do cardã (que na estrada costumava aquecer) dava
um toque de esportividade: ponto para o prazer em dirigir
em detrimento da racionalidade.
A tração traseira era ainda uma vantagem para a Chevy 500,
pois permite maior eficiência quando carregada, sobretudo
em terrenos difíceis. Tanto que a tração traseira é uma unanimidade
entre as caminhonetes de maior porte.